Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

Na Idade da Pedra...

Hoje, em vez de ser eu a tagarelar, vou passar a palavra a um dos meus alunos: o Lourenço. Ele vai-vos contar a sua outra vida... aquela que viveu há muitos, muitos anos atrás. Para ajudar vou juntar alguns trabalhos de alunos muito, mas muito velhinhos mesmo (pré-históricos, para se mais exacta) encontrados numa gruta existente por baixo da nossa escola. Uma autêntica relíquia!!!
Vasco
Há catorze mil anos eu estava lá… era o Lourenço. Pertencia a um povo pré-histórico, os Paleolíticos. Não sei ao certo quantos éramos no grupo, mas devíamos ser cerca de vinte.

Tudo o que nós fazíamos era caçar e procurar outros alimentos como: fruta, raízes, etc.
O mais chato de tudo era quando já não havia animais, nem plantas e tínhamos de sair daquele sítio e procurar outro. Éramos nómadas.

Um dia, depois da caminhada, fui dormir e deixei um pedaço de carne no chão. No dia seguinte, quando acordei, estava um javali a comer a carne. Então percebi que se nós déssemos de comer aos animais, talvez eles simpatizassem connosco (domesticação de animais).

Outro dia, o Bleide descobriu que se puséssemos vários paus, cruzados, à volta do terreno onde andavam os animais nossos amigos, tínhamos uma cerca que evitava que os animais fugissem.

Mais tarde, a Flid reparou que estavam a mais dois carneiros bebés. Tinham nascido ali. Percebemos que os carneiros adultos tinham tido bebés e, se acontecesse o mesmo aos outros, teríamos comida e agasalho todo o ano, sem ter de viajar. Passámos a ser sedentários.

Mas continuámos a caçar. E, depois de cada caçada, havia um escolhido que desenhava a caçada na parede do santuário dos maiores acontecimentos (pintura rupestre).

Nós, como toda a gente, tínhamos medos e crenças. Acreditávamos que existia uma deusa do tempo – a Natureza – e que se fizéssemos algo de mal, ela dava-nos trovoada e chuva. Quando fizéssemos algo de bom, a Natureza dava-nos um belo dia de sol.

Um dos nossos maiores medos era o ataque nocturno de uma manada de touros, mamutes ou de uma alcateia.

Quando já tinha cabelos e barbas brancas deu-se aquela que para mim foi a maior de todas as descobertas: o fogo! O fogo dava-nos iluminação, aquecimento, possibilidade de cozinhar e protecção. O melhor de tudo foi perceber que se um mamute se aproximasse, com o fogo ele voltava para trás e atrás dele iriam todos os outros. Por isso deixámos de ter medo das manadas e alcateias, durante a noite.

E foi assim que acabou a história da minha vida, pouco depois do fogo ter sido inventado.

(Lourenço)


Luís A.

Lídia

1 Comments:

Blogger cornelia321 said...

Hello olhem caso queiram saber o meu blogger é http://cornelia.blogspot.com
Bem eu sei que somos os melhores "artistas" ;)E um recado para ti Inês: Inês sei que é o nosso ultimo ano juntas e quero te dizer que es uma professora maravilhosa :P bj.Lara

3:05 PM  

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